Google utilizará 100% de energia renovável até 2017

Google utilizará 100% de energia renovável até 2017

A empresa diz que a energia renovável é cada vez mais barata e que não descarta investir em energia nuclear.

Os centros de informações da Google e os escritórios para seus 60,000 funcionários serão totalmente alimentados por energia renovável a partir do próximo ano, no que a companhia chamou de “momento marco”.

A empresa já é a maior corporação compradora de eletricidade renovável do mundo – no ano passado, comprando 44% de sua energia de parques eólicos e solares. Agora será 100%, e um executivo disse que não descarta investir em energia no nuclear no futuro, também.

“Nós estamos convencidos de que isto é bom para os negócios, não se trata de uma ‘lavagem verde’. Trata-se de bloquear preços, para nós, a longo prazo. Cada vez mais, a energia renovável é a menor opção de custo” disse Marc Oman, chefe de energia da UE na Google. “Nossos fundadores estão convencidos de que a mudança climática é real, de ameaça imediata, então temos que fazer nossa parte.”

Empresas de tecnologia estão sob crescente monitoramento de suas emissões de carbono, que cresceram tão rapidamente que agora somam quase 2% da emissão global de gases de efeito estufa, competindo com a indústria de aviação.

Oman disse que a Google está levando cinco anos para alcançar a meta de 100%, estabelecida em 2012, por causa da complexidade envolvida em acordos de fornecimento de energia. “É complicado, não é para qualquer um: pequenas empresas batalharão contra os documentos. Nós estamos comprando energia em diferentes jurisdições, então você não pode simplesmente copiar e colar contratos.”

A maior demanda por energia, da companhia, vem de seus centros de informação. Isso mostra que sua demanda por energia está aumentando, apesar dos experimentos para melhorar a eficiência do consumo de energia da empresa através de AI.

Em 2015, a Google comprou 5.7 terawatt horas (TWh) de eletricidade renovável, um pouco menos que os 7.6TWh gerados por todos os painéis solares do Reino Unido naquele mesmo ano. A maioria de seus fornecimentos vem de parques eólicos dos EUA.

Oman disse que enquanto a queda dos preços da energia solar e eólica significa que elas são as tecnologias mais baratas para chegar a meta de 100% até 2017, a Google deseja assinar contratos de 10 anos para energias de baixo carbono, como hidrelétrica, de biomassa e nuclear.

 

 

“Nós queremos fazer contratos com formas de energia renovável que são semelhantes a carga de base, como hidrelétricas de baixo impacto; pode ser energia de biomassa, se a fonte de combustível for sustentável; pode ser nuclear, Deus me livre, não somos aversos a ela. Estamos procurando por todas as formas de geração de baixo carbono.”

Mas ele disse que a nova energia nuclear era “controversa”, as implicações de segurança eram muito mais “dramáticas” do que com as energias renováveis, e o preço era muito menos acessível do que quando se instalam painéis solares e turbinas eólicas.

“Nós não queremos excluir contratos de fornecimento de energia nuclear se eles combinam com nossas metas de preço baixo e segurança; nós não queremos excluir essas opções, mas hoje nós não podemos dizer que há projetos nucleares que preenchem nossos requisitos”, ele disse.

Os 100% de energia renovável da empresa não significam que a Google está recebendo toda sua energia diretamente da energia eólica e solar, mas que, em uma base anual, a quantidade que compra de fontes renováveis corresponde à eletricidade que suas operações consomem.

Jodie Van Horn, uma ativista do Sierra Club, um grupo ambientalista, disse: “Ao fazer a transição das operações globais para funcionarem inteiramente com energia renovável, o Google está planejando que outras corporações, instituições, cidades e comunidades tomem ações arrojadas que criarão empregos, pouparão dinheiro e protegerão as famílias contra a poluição de combustíveis fósseis perigosos. ”

 

Texto adaptado de theguardian.com

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